A mpox é uma preocupação crescente e a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) está atenta a possíveis casos. Neste ano, foram notificados quatro casos suspeitos da doença, enquanto o Brasil acumula 88 infecções até o momento. Apesar destes números, a situação no Ceará não é considerada de alerta.
Investigações Atuais sobre a Mpox
O secretário executivo de Vigilância em Saúde, Antonio Silva Lima Neto, relatou que, dos 12 casos suspeitos notificados este ano, oito já foram descartados. A análise laboratorial ainda está em andamento para os quatro restantes. O Estado tem mantido um monitoramento preventivo focado em casos graves, dada a atual demanda relacionada a síndromes gripais em Fortaleza.
Diferencial no Cenário Epidemiológico
Enquanto o Ceará não apresenta casos confirmados em 2026, o Brasil enfrenta um aumento considerável de infecções, em especial em São Paulo. Desde a identificação do vírus no país em 2022, o Ceará registrou 546 ocorrências, com a maioria concentrada no ano inaugural da doença. Os casos diminuíram significativamente nos anos seguintes, refletindo a limitada capacidade de transmissão do vírus e a tendência a surtos pontuais.
Transmissão e Sintomas da Mpox
A mpox, doença zoonótica, é transmitida por meio de contato com pessoas ou objetos infectados. A principal forma de transmissão atualmente é sexual, similar às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Os sintomas se manifestam através de bolhas doloridas na pele, que surgem entre três e 21 dias após o contato com o vírus, além de febre, fraqueza e dores corporais.
As autoridades de saúde reforçam a importância de evitar contato direto com lesões e fluidos corporais de infectados, assim como a utilização de preservativos durante relações sexuais como método de prevenção.