A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que, em maio, a bandeira tarifária terá um impacto direto nas contas de luz de todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN). Com uma bandeira amarela em vigor, os cidadãos devem se preparar para um acréscimo nas contas de luz devido a condições climáticas desfavoráveis.
Impacto das chuvas na geração de energia
A redução das chuvas, especialmente na transição do período chuvoso para o seco, resultou em uma geração hidrelétrica inferior ao esperado. Assim, a Aneel optou pelo acionamento de usinas termelétricas, que operam a um custo mais elevado. “Isso significa que os consumidores terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”, informou a agência.
Histórico das bandeiras tarifárias
Desde janeiro, as contas de luz estavam sob a bandeira verde, sem acréscimos, graças à quantidade favorável de água nos reservatórios. O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, serve para refletir as variações nos custos de geração de eletricidade. Essas bandeiras são classificadas em cores, que indicam o custo de geração de energia elétrica usada nas residências e empresas.
Reavaliação mensal das condições
Todo mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições do sistema de geração. Isso é essencial para garantir que a demanda de energia seja atendida de forma eficiente, além de estabelecer os custos a serem cobrados conforme a bandeira tarifária. Quando a bandeira é verde, não há acréscimos nas contas de luz, mas ao mudar para as bandeiras amarela ou vermelha, as contas sofrem acréscimos a cada 100 kWh consumidos.
Os valores das bandeiras tarifárias são os seguintes:
- bandeira amarela, acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh;
- bandeira vermelha Patamar 1, acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh;
- bandeira vermelha Patamar 2, acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh.
As informações são da Agência Brasil.
