O deputado federal Júnior Mano (PSB) se pronunciou nesta sexta-feira (13) sobre a conclusão da investigação da Polícia Federal (PF) a respeito de seu suposto envolvimento no uso de emendas secretas para influenciar a eleição de mais de 50 prefeitos no Ceará. Em sua nota oficial, divulgada após cerca de um ano de apurações, o deputado assegurou que não foram encontradas evidências que o liguem a quaisquer irregularidades.
Nota de Esclarecimento
No texto, Júnior Mano contestou as conclusões do relatório final da investigação, descrevendo-as como “exageradas, genéricas e sem provas”. Ele destacou que não exerce a função de ordenador de despesas e que não participa de processos licitatórios, o que, em sua opinião, impede qualquer controle direto sobre a aplicação dos recursos federais.
Críticas aos Vazamentos de Informações
O deputado reforçou sua inocência, lamentando o que considerou um vazamento seletivo de informações sigilosas ao longo do processo investigativo. Segundo ele, essa divulgação ocorreu em um momento estratégico, coincidindo com o período de discussões sobre candidaturas para as eleições deste ano.
Expectativas Sobre o Inquérito
Adicionalmente, Júnior Mano expressou otimismo em relação ao inquérito instaurado para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo. Ele espera que a investigação identifique os responsáveis e esclareça qualquer utilização política indevida de informações processuais.
Confira a nota:
“Depois de um ano de uma ruidosa investigação, a Polícia Federal nada encontrou de relevante contra o deputado Júnior Mano. As conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Júnior Mano não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto, não tem como controlar a aplicação final de recursos federais. O deputado reafirma, com firmeza, que não cometeu qualquer irregularidade. É lamentável o vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano. Esperamos que o inquérito aberto para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo apresente uma resposta clara contra o uso de informações processuais com fins políticos.”


