Ceará terá nove presídios com padrão de segurança máxima e investimento eficaz

Ceará terá nove presídios com padrão de segurança máxima e investimento eficaz

O Ceará está prestes a dar um passo significativo na modernização do seu sistema penitenciário com o lançamento de nove unidades prisionais de segurança máxima. Esses avanços incluem um investimento de R$ 23 milhões, que se destinará à aquisição de novos equipamentos e ao fortalecimento da inteligência penitenciária, criando um ambiente mais seguro e controlado dentro das prisões. O estado se destaca por ser o primeiro no Brasil a implementar um Parque de Testagem do Laboratório de Inovação em Inteligência Penal (LABIINPEN) dedicado à avaliação de tecnologias inovadoras voltadas ao combate ao crime organizado. O anúncio dessas medidas ocorreu em Fortaleza, durante uma reunião que contou com a participação de representantes do Governo do Ceará e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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O investimento não será apenas em tecnologia, mas também em um planejamento estratégico que visa expandir a fiscalização das unidades prisionais. Uma parte crucial desse projeto envolve a compra de equipamentos que dificultam a entrada de materiais ilícitos e quebram a comunicação clandestina entre os detentos e as organizações criminosas que atuam fora das prisões. Essa abordagem defenderá em larga escala o sistema penitenciário cearense e ajudará na luta contra o crime organizado.

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Equipamentos de segurança inovadores

Um dos focos do investimento é a compra de tecnologia de ponta para ajudar na segurança das unidades prisionais. O pacote de modernização inclui a entrega de três drones equipados com sensores térmicos, três kits de varredura eletrônica e um georradar. Juntos, esses dispositivos totalizam R$ 2,9 milhões e fazem parte de uma estratégia mais ampla:

Os drones serão essenciais para o monitoramento das áreas internas e externas das prisões, oferecendo uma visão clara e em tempo real, inclusive durante a noite. Os kits de varredura eletrônica são projetados para identificar dispositivos clandestinos que podem ser utilizados para comunicação ou contrabando, enquanto o georradar permitirá a detecção de buracos e túneis que possam ser utilizados por detentos em tentativas de fuga. Além disso, está previsto a aquisição de scanners corporais, aparelhos de raios X, detectores de metais, pórticos de inspeção e viaturas-cela, todos visando um controle mais rigoroso das atividades dentro das unidades.

O investimento de R$ 23 milhões e seus impactos

Dentre os R$ 23 milhões destinados ao projeto, R$ 13,9 milhões serão investidos na aquisição dos novos equipamentos, enquanto R$ 9,1 milhões serão alocados em soluções de inteligência penitenciária. Os investimentos têm como objetivo principal fortalecer a capacidade de fiscalização das unidades e, assim, combater efetivamente as organizações criminosas que frequentemente operam dos presídios.

A expectativa é que os novos equipamentos e soluções tecnológicas sejam implementados até o final de 2026. Com essa entrega mais recente, o Ceará já conta com um total de 48 equipamentos recebidos e a meta é alcançar 109 até dezembro. Os nomes das unidades prisionais que serão beneficiadas ainda não foram revelados, pois, segundo informações do governo estadual, essa divulgação poderia comprometer a segurança estratégica.

Ceará inova com o Parque de Testagem do LABIINPEN

Outro elemento inovador que será instaurado no Ceará é o Parque de Testagem do LABIINPEN, concebido para avaliar tecnologias direcionadas à segurança penitenciária e à aplicação de novas metodologias que podem ser utilizadas em outros lugares do Brasil. O parque funcionará como um laboratório de inovação, onde profissionais do sistema penal, instituições de pesquisa, universidades e empresas de tecnologia poderão interagir e testar soluções que visem otimizar o monitoramento e a identificação de ameaças nas prisões.

Essa iniciativa é parte de uma estratégia nacional para modernizar o sistema penitenciário brasileiro. No total, 138 unidades prisionais em todo o país foram selecionadas com base em critérios de inteligência penal para receber inovações tecnológicas. Com esses esforços, o Ceará espera não só ampliar sua capacidade de fiscalização, mas também aprimorar ações que visam um combate mais efetivo às atividades ilícitas que se alojam nas prisões.

Em resumo, a combinação de um investimento robusto com tecnologia de ponta e um modelo de inovação como o Parque de Testagem pode representar uma verdadeira revolução no combate ao crime organizado, transformando o sistema penitenciário do Ceará em um exemplo a ser seguido no Brasil.