A recente nomeação de nova direção interina na Cooperativa de Trabalho de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH) trouxe um novo capítulo para a instituição. O Conselho de Administração decidiu efetuar essa mudança após o afastamento de dirigentes envolvidos em uma investigação da Polícia Federal (PF), em uma reunião extraordinária realizada em 09 de outubro de 2026. Essa intervenção ocorre em um contexto delicado para a cooperativa, que busca retomar a normalidade de suas operações durante a interinidade.
Transição da Direção na COAPH
O Dr. Valderi de Sousa Junior, médico e até então presidente do Conselho de Administração, foi nomeado para exercer interinamente a Presidência Executiva, função anteriormente ocupada por Montezuma Feitosa. Essa decisão foi unânime por parte do Conselho, que também atribuiu interinamente a função de Tesouraria. A regra de assinatura conjunta, conforme estabelecido no Estatuto Social da cooperativa, permanece ativa, assegurando que a governança continue a operar de maneira transparente e organizada.
A COAPH se posiciona como uma entidade que atua de acordo com as determinações legais, afirmando que os dirigentes agora em função foram eleitos em Assembleia Geral e que continuam dentro dos mandatos regulares estabelecidos. Durante esse período de transição, o Conselho de Administração se comprometeu a realizar reuniões semanais para acompanhar de perto o andamento das atividades.
Decisões Judiciais e Impactos na Operação
Em uma decisão proferida em 15 de outubro de 2026, a 32ª Vara Federal do Ceará confirmou que a COAPH teria acesso aos documentos nos autos da investigação, dentro dos limites legais. Essa decisão é significativa, pois valida o interesse da cooperativa em acompanhar o processo e reconhece o potencial de que a própria instituição possa ter sido vítima dos fatos lícitos sob análise.
A compreensão da situação se torna ainda mais clara quando o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou favoravelmente à gestão interina, o que contribui para dar uma maior estabilidade à COAPH nesse momento tumultuado. A cooperativa assegurou que, apesar das mudanças na alta administração, opera normalmente, sem bloqueios de contas bancárias ou a imposição de interventores, mantendo a prestação de serviços e os pagamentos aos cooperados em dia.
Resposta da COAPH às Acusações
Recentemente, algumas reportagens afirmaram que a COAPH estaria vinculada a uma movimentação financeira considerada suspeita, envolvendo um montante de aproximadamente R$ 1 bilhão. No entanto, a cooperativa contestou essa interpretação, esclarecendo que esse valor representa sua movimentação financeira acumulada ao longo de anos. Envolve não apenas receitas, mas também despesas relacionadas aos seus contratos de prestação de serviços na área da saúde. Além disso, a COAPH destacou que suas contas foram regularmente auditadas e aprovadas em assembleias, não havendo registros de desaprovações.
Fora isso, a COAPH refutou veementemente as alegações de que valores, veículos e objetos de luxo mencionados em reportagens foram apreendidos em suas instalações ou pertencem à cooperativa. A instituição enfatizou não manter grandes quantias de dinheiro em espécie, reforçando que opera dentro dos parâmetros da legalidade e do bom uso dos recursos de seus cooperados.
Num cenário de constante busca por transparência, a COAPH reafirmou seu comprometimento em colaborar com as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo MPF, demonstrando que a cooperativa está disposta a cooperar para esclarecer todos os fatos pertinentes ao caso.
Enquanto isso, os membros da COAPH e as partes interessadas aguardam o desfecho das investigações, confiando que a manutenção das práticas de governança e a nova gestão interina possam conduzir a cooperativa a um novo capítulo mais seguro e estável. Assim, a COAPH se apresenta como uma instituição resiliente, pronta para superar desafios e voltar a ser um exemplo de serviços no setor de saúde.



